A história por trás da cristaloterapia

11-02-2020

"Os cristais ampliam a consciência" Shirley MacLaine


Na Europa, entre o século XI e ao Renascentismo, foram encontrados relatos médicos escritos que exaltavam as virtudes das pedras preciosas e semi-preciosas, aconselhadas para o tratamento de determinadas doenças.

No início do século IX, foram realizadas diversas experiências que demonstraram os efeitos dessas pedras em temáticas referentes à clarividência. Há ainda outros registos que relatam fatos de que as pessoas não só sentiam mudanças em termos físicos, como também emocionalmente, quando eram tratadas com várias pedras, e ainda se narram experiências de terem sentido certos aromas e sabores.

Na década de 1980, com o advento da cultura New Age, o uso dos cristais e das pedras preciosas começou a ressurgir como métodos de cura. A grande maioria das informações necessárias para a prática da cristaloterapia foi retirada de velhas tradições e reforçada com conhecimentos mais recentes, adquiridos com experiências, incluindo a canalização (processo de comunicação energético-espiritual consciente, com seres que vivem e evoluem noutros planos, mundos e universos multidimensionais).

Relação entre os humanos e os cristais

Nós, os humanos, sempre tivemos uma afinidade com as pedras e os cristais. O uso de talismãs e de amuletos já é conhecido desde os primórdios da espécie humana. Muitas peças dos nossos antepassados eram de origem orgânica, contudo, foram encontradas pérolas, peças de marfim de mamute esculpidas, em escavações de uma sepultura em Sungir, na Russia, há 60.000 anos atrás. Também encontraram pérolas feitas de dentes de tubarão e de fósseis, nessa mesma época, e ainda descobriram amuletos feitos de âmbar do Báltico, que datam de cerca de 30.000 anos atrás.

Os amuletos foram banidos pela igreja cristã no ano de 355 AC, mas as gemas e cristais continuaram a desempenhar um papel importante. No século XI, Marbodus, o bispo de Rennes, afirmou que a ágata era o cristal mais utilizado para os pendentes, de forma a torna-los mais bonitos e eram os mais persuasivos para agradecerem a Deus. Havia, ainda, muitas outras referências simbólicas cristãs, como o Carbúnculo (granada), que representava o sacrifício de Cristo.

As primeiras referências históricas documentadas, relacionadas com o uso dos cristais, chegam dos ancestrais do povo Sumério, onde se encontram indícios sobre a inclusão dos cristais nas suas "fórmulas mágicas".

Os Egípcios da Era Antiga usavam vários tipos de cristais, incluindo o lápis-lazúli, a turqueza, a cornalina, a esmeralda e o quartzo cristal, nas suas jóias, talismãs e amuletos.

Não se sabe ao certo qual foi a primeira utilização dos cristais na nossa história, se foi em jóias, nos talismãs, ou como objectos de cura, através da cristaloterapia. 

Os Gregos ancestrais atribuíram um grande número de propriedades aos cristais e há muitos nomes que os definem e que preservámos até aos nossos dias, apesar da sua origem Grega. A palavra "cristal" vem da palavra "gelo", pois acreditava-se que o quartzo cristal era água que tinha congelado durante tanto tempo que ia permanecer em forma sólida para sempre. A palavra ametista significa "não estar bêbado", e os cristais de ametista eram usados em amuletos para prevenir a bebedeira e simultaneamente, as ressacas.
A hematite vem da palavra que significa "sangue", devido à sua coloração vermelha, que é produzida quando oxida. A hematite é um minério de ferro e os gregos antigos associavam o ferro ao signo Carneiro, ou ao Deus da Guerra. Os soldados gregos costumavam esfregar a hematite nos seus corpos, antes de uma batalha, porque acreditavam que isso iria torná-los invulneráveis. 

Os marinheiros gregos também usavam uma grande variedade de amuletos com cristais para os manter seguros no mar. A jade foi muito valorizada na China antiga e alguns caracteres chinheses foram inscritos em pérolas de jade. Há cerca de 1000 anos atrás, os imperadores Chineses eram sepultados em túmulos feitos de jade amour, pois considera-se que este cristal atraia a paz, o amor e a sabedoria. Também enterravam os defuntos com máscaras de jade, nesse mesmo período, no México. A jade foi igualmente reconhecida como sendo a pedra indicada para a cura dos rins, tanto na China, como na América do sul.

Os cristais, ou gemas, tiveram um papel importante em todas as religiões e são mencionados na Bíblia, no Corão em em muitos outros textos religiosos.