Mediunidade - É algo exclusivo de algumas pessoas?

15-06-2020

"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (...) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns."


Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV



A mediunidade é um assunto que gera sempre algumas contradições, desde à séculos a esta parte.


A mediunidade não é exclusivo de ninguém, ou seja, todos nós temos internamente a nossa mediunidade, todos temos essa capacidade sensitiva de entender e percepcionar algo que aos nossos olhos nos parece incrível, mas todos nós praticamos a mediunidade. A grande questão é o grau de sensibilidade e de evolução de cada um nesse sentido. É algo que, caso seja da vontade de alguém, deve ser trabalhado, e com as técnicas correctas e algum tempo dedicado, pode-se chegar a níveis mediúnicos desejados, é como outro objetivo qualquer, se o queremos alcançar, devemos tornar-nos dedicados e ser muito persistentes.


Por exemplo, cada vez que "sentimos e abraçamos" a nossa intuição, estamos a trabalhar a mediunidade, é um trabalho muito interno, é usar mais a intuição ao invés da razão, no entanto estas duas complementam-se, deve haver algum equilíbrio!


Caso alguém tome a decisão de querer evoluir neste sentido, não é de todo obrigatório ou imperativo frequentar locais, como centros espírita ou algo do género, mas existem ferramentas que auxiliam no processo, como algumas formações específicas.


A mediunidade é também o uso da religiosidade, visto que a religiosidade mostra a forma de expressão que alguém tem de se comunicar com a vida que o rodeia, assim, esta é uma forma de diálogo espiritual, de se expressar sem a necessidade de usar palavras, rituais e/ou dogmas.