ACERCA DA DOR

27-09-2017

OS TIPOS DE DOR

A dor tem muitas faces. Pode ser pulsátil, contínua, cortante, difusa e até perfurante. A diferenciação destas formas diversas de manifestação é crucial para o tratamento, pois providencia pistas acerca da causa da dor e do local onde tem origem. É por essa razão que a dor também é dividida em subtipos de dor. Pode ser classificada como dor nociceptiva, neuropática e psicossomática com base na sua causa e local de origem.

Dor Nociceptiva

A dor provocada por uma lesão ou dano tecidular é classificada como dor nociceptiva. Os receptores conhecidos como nociceptores são activados neste processo. Os nociceptores são "sensores da dor" que detectam estímulos da dor e transmitem-nos ao sistema nervoso central.Sensação de dor que emana da pele, músculos, articulações, ossos ou tecido conjuntivo é classificada como dor somática. É de natureza cortante e, habitualmente, fácil de localizar. Se a dor tem origem nos órgãos internos, como no caso de ataque biliar ou apendicite, é conhecida como dor visceral. A dor visceral é frequentemente vaga, contínua e bastante difícil de localizar.

Dor neuropática

Em contraste com a dor nociceptiva, a dor neuropática não é provocada por dano tecidular, mas por lesão ou perturbação funcional no próprio nervo. A dor é descrita como queimadura, cortante e tipo choque eléctrico. Os factores que provocam a dor neuropática incluem perturbações metabólicas como a diabetes ou doenças infecciosas como a zona.

Dor psicossomática

Esta forma de dor não é baseada em causas orgânicas. A dor psicossomática é provocada por problemas psicológicos. Mas isto pode ser difícil de detectar.Antes de poder ser realizado um diagnóstico, todas as causas orgânicas (isto é, todas as causas fisicamente detectáveis) devem ser primeiramente excluídas. Para o doente, isto significa frequentemente um percurso longo e frustrante até ao diagnóstico correcto e, assim, um longo percurso até ao tratamento da dor.

Homens ou mulheres: quem é mais sensível à dor?

A dor é uma sensação complexa e subjectiva. Cada indivíduo tem uma percepção diferente da dor. No entanto, há uma diferença perceptível entre a sensibilidade dos homens e das mulheres à dor. Ao contrário da opinião geral, as mulheres tendem, na realidade, a ser mais sensíveis à dor. Isto deve-se, principalmente, às hormonas sexuais, bem como às influências sociais e culturais.

O papel da hormonas

A sensibilidade das mulheres à dor é influenciada pela hormona estrogénio. Os estrogénios aumentam a atenção e actividade do sistema nervoso e, por conseguinte, a transmissão da dor. Isto torna as mulheres mais sensíveis à dor que os homens. Os homens beneficiam ainda da hormona sexual testosterona, que reduz a sua sensibilidade à dor.Então, como suportam as mulheres o parto?Existe um mecanismo adicional que constitui uma ajuda neste caso: a libertação de endorfinas. As endorfinas são substâncias semelhantes à morfina, produzidas naturalmente no organismo, que servem para reduzir a dor e são libertadas em grandes quantidades durante o parto. Isto torna mais fácil suportar a dor do parto.

Influências sociais e culturais

As diferenças na educação também afectam a percepção da dor dos homens e das mulheres. Inúmeros filmes, livros e músicas mostraram-nos: "Os homens não choram!" Não é apenas um ditado, mas antes uma expressão de como a sociedade lida com a dor. Os rapazes são, habitualmente, educados para não mostrarem dor. É a razão pela qual os homens tendem a ignorar a dor por tanto tempo quanto possível e adiar a consulta de saúde. As mulheres, pelo contrário, têm uma melhor abordagem em relação à dor. Desenvolvem meios de a enfrentar e é mais provável que sigam os conselhos terapêuticos.